quinta-feira, 3 de março de 2011

Coração Amigo

Resolvi dar uma nova chance, não só para aquele que me pediu por uma, mas principalmente para aquele que me implorava.
Havia algo dentro de mim que pulsava intensamente, dizem, que ele é responsável por bombear sangue para todo o meu corpo, bombear vida, e é este, que me implorava por uma chance.
Mas o que eu precisava mesmo era que algo bombeasse vida para os meus sentimentos, que curasse minhas feridas, e apagasse da memória tudo aquilo que um dia me machucou. Eu precisava de algo, que pudesse me tirar do chão, me levar para os ares.
Meu coração implorava, por um sentimento inacabável; pedia por um sentimento, capaz de aquecê-lo no inverno, refrescá-lo no verão, que trouxesse flores no outono, que pudesse derrubar as folhas na primavera, que fosse um verdadeiro amor, daqueles que sempre se espera.
Então em uma noite sem sentido, resolvi abrir o coração e deixá-lo falar, e este, sem frescura alguma confessou a amargura que guardava dentro de si. Em alguns segundos, me fez fechar os olhos e orar, pedir ajuda, consolo, as lágrimas das emoções escorriam sem dó pela minha face.
Era extraordinário, inacreditável, como este pobre órgão, imaturo, clamava por um pouco de amor.
Passaram-se algumas horas, coração esperançoso, aguardava por uma resposta que pudesse cair do céu, trazendo a solução, a tão esperada resposta. E quando menos se esperava, logo ao raiar do sol na manhã seguinte, o telefone tocou, trazendo as soluções para os problemas que impediam meu coração de se entregar. Agora era a hora, o tempo de dizer adeus para o medo, se entregar ao desejo, enxugar as lágrimas, abrir os sorrisos, não havia mais o escuro, não havia mais perigo. Agora, eram somente, eu, ele e meu coração amigo.
Autora: Kimura, Hayanne
Pouso Alegre , MG

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