Mais uma vez a história se repete. Quantas vezes tentei convencer meu coração para parar de estupidez e nunca mais se apaixonar, quantas vezes mais será preciso, para fazer com que meu coração aprenda de que o Amor é grande demais para ele, e que neste pequeno órgão, o qual tenho o descoberto como inútil, só carrega desilusões, sofrimento e solidão.
Como eu gostaria de poder arrancá-lo do peito, talvez deste modo,não me fizesse sofrer tanto, porém as vezes reflito sobre a minha inocente decisão, voltei para a casa onde há tantos anos não posso chamá-la de lar, voltei para uma vida sem amigos,de lágrimas, uma vida sem entendimento, sozinha. Penso na possibilidade de ter permanecido em outro país, mesmo distante da minha cultura, pelo menos lá, eu não me sentia tão sozinha. A solidão muitas vezes batia em minha porta, mais só bastava virem as lágrimas que logo me vinha um abraço de amiga para me consolar; porém aqui, nem isto eu tenho.
E quantas vezes ironicamente, pessoas tem me pedido conselhos, acreditando que eu sou a personagem que represento a cada dia, fingindo ser aquela menina feliz, divertida, que não se abala.Hipócrita, com essa farça acabei me ferindo mais e mais, porque agora é que ninguém consegue me entender. Mas também ,como isto seria possível , se muitas vezes eu não me entendo,nem sem ao menos quem eu sou, do que eu quero.Sou uma mera vagante, que desfila por ai com carinha de criança mimada e feliz, sorrisinho estampado na cara, roupinha bonita,portanto, com o coração partido.
E mais uma vez, a história se repete, coração apaixonado, não é correspondido, e no fim a desculpinha é a mesma: - Não é você, sou eu.
Se fosse, o drama não teria ocorrido tantas vezes, o coração não teria se partido.
Se não fosse culpa minha, coração não teria se enganado,não teria sofrido.
Hoje, a interrogação que o vento leva aos céus todos os dias, se espalha pelos ares mais uma vez: - Quando poderei partir? Pois partir me parece o único modo de me livrar de tanto sofrimento.Todos os dias, tenho buscado razões para viver,mas agora eu cansei, não quero mais fingir ser ,quem eu desejo ser, não adianta sorrir diante as câmeras, e chorar nos camarins. Não devia ter permitido que chegasse a esse ponto, mais meu coração é tonto, ele clama, se embaraça,ele se apaixona, jamais se afasta.
Autora: Kimura, Hayanne
Pouso Alegre, MG
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